Quinta-feira, Maio 21, 2009

Instalando o MySQL Community 5.x no CentOS 5.3

Fala pessoal,



Apesar de ser um curioso a pelo PostgreSQL, devemos também dar méritos para o MySQL. Este é o servidor de banco de dados mais utilizado no mundo, em especial em aplicações Web por sua facilidade e simplicidade. Algumas aplicações não possuem suporte à outros servidores de bancos de dados, como por exemplo o Joomla, e que por isso é interessante sabermos instala-lo e configura-lo.

Ao contrário do PostgreSQL que é licenciado de forma a não restringir seu uso (licença BSD), a licença do MySQL Community (versão gratuita) restringe à aplicações não comerciais. No entanto, essa restrição não é sempre respeitada...

Novamente vou assumir que você está instalando num CentOS 5.3, onde foi escolhido o modo de instalação mínima, com SELinux permissivo e firewall ativo. Então vamos aos passos:

1) Devemos primeiro garantir que o sistema está atualizado.
#yum update

2) Agora devemos instalar os pacotes referentes ao PostgreSQL Server.
#yum install mysql mysql-server

3) Temos que liberar a porta 3306 (padrão do MySQL) no firewall do sistema. Utilizaremos o utilitário do RHEL, disponível no CentOS.
#system-config-securitylevel-tui
Entrar no menu customize:
-> Adicionar manualmente a porta 3306

4) Vamos inicializar o banco de dados e o serviço.
#service mysqld start

5) Vamos alterar a senha padrão do usuário root, para acessos diretos (localhost). No meu caso, dbserver é o hostname do meu servidor e a senha será 12345.
#mysqladmin -u root password '12345'
#mysqladmin -u root -h dbserver password '12345' -p

6) Vamos logar no modo iterativo do MySQL como usuário root.
#mysql -p

7) Vamos permitir o acesso ao servidor do banco de dados com todas as permissões à uma rede externa. No meu caso, a rede é 192.168.1.0/8, representado por 192.168.1.% .
mysql> CREATE USER 'root'@'192.168.1.%' IDENTIFIED BY '12345';
mysql> GRANT ALL PRIVILEGES ON *.* TO 'root'@'192.168.1%' WITH GRANT OPTION;

8) Para garantir que tudo estará carregado conforme nossas configurações, vamos sair do modo iterativo e reiniciar o serviço do MySQL.
#service mysqld restart

Agora temos tudo funcionando da maneira mais simples e funcional possível. Podendo ser utilizado em qualquer aplicação que desejar. Existem interfaces gráficas de gerenciamento que facilitam a vida do DBA, como por exemplo o mysql-administrator e o mysql-querybrowser.



Bom uso !

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Instalando o PostgreSQL 8.x no CentOS 5.3

Fala pessoal,

Já faz muito tempo que não escrevo aqui no meu blog. Infelizmente estive envolvido em diversas coisas, dentre elas estágio e graduação, que estão consumindo meu tempo por completo. No estágio estou me envolvendo cada vez mais por opção... já na graduação não... Em breve postarei sobre o o computador de alta performance conhecido como Projeto Galileu, o qual terei a oportunidade de trabalhar na parte de administração, assim como fiz sobre o Projeto Netuno.


Hoje darei uma dica rápida de como instalar e configurar, de maneira simples e rápida, o servidor de banco de dados PostgreSQL, hoje visto como "the world's most advanced open source database".
Na minha opinião, é uma das melhores alternativas aos bancos de dados proprietários, quando é necessário lida com grandes massas de dados de maneira confiável, estável e veloz.

Vou assumir que você está instalando num CentOS 5.3, onde foi escolhido o modo de instalação mínima, com SELinux permissivo e firewall ativo. Então vamos aos passos:

1) Devemos primeiro garantir que o sistema está atualizado.
#yum update

2) Agora devemos instalar os pacotes referentes ao PostgreSQL Server.
#yum install postgresql postgresql-server

3) Vamos modificar o arquivo de configuração do PostgreSQL para ligarmos o "autovacuum", um mecanismo que busca manter a consistência do banco de dados de forma autônoma, e também vamos permitir que o servidor escute em todas as interfaces.
#vim /var/lib/pgsql/data/postgresql.conf
Modificar a linha:
-> listen_addresses = ´*´
Remover comentários e modificar as linhas:
-> stats_start_collector = on
-> stats_row_level = on
-> autovacuum = on

4) Vamos adicionar a linha para permitir conexões externas de uma determinada rede/ip (no meu caso, a rede local 192.168.1.0/8).
#vim /var/lib/pgsql/data/pg_hba.conf
Adicionar linha:
-> host all all 192.168.1.0/8 md5

5) Temos que liberar a porta 5432 (padrão do PostgreSQL) no firewall do sistema. Utilizaremos o utilitário do RHEL, disponível no CentOS.
#system-config-securitylevel-tui
Entrar no menu customize:
-> Adicionar manualmente a porta 5432

6) Por motivos de segurança, o PostgreSQL roda os seus processos com uma conta de usuário não privilegiado, chamado postgres. Devemos alterar a senha padrão desta conta para evitar acessos indevidos a conta de gestão do PostgreSQL.
#passwd postgres

7) Vamos inicializar o banco de dados e o serviço.
#service postgresql start

8) Devemos assumir a identidade de usuário postgres para entramos no modo iterativo.
#su postgres

9) Vamos entrar no modo iterativo, e modificar a senha do usuário de gerenciamento padrão, também chamado de postgres. No meu caso, a senha será 12345
$psql template1
(...) Mensagem sobre o PostgreSQL.
template1=# ALTER USER postgres WITH ENCRYPTED PASSWORD ´12345´;

10) Para garantir que tudo estará carregado conforme nossas configurações, vamos voltar para a conta de root e reiniciar o serviço do PostgreSQL.
#service postgresql restart

Agora temos tudo funcionando da maneira mais simples e funcional possível. Podendo ser utilizado em qualquer aplicação que desejar. Existem interfaces gráficas de gerenciamento que facilitam a vida do DBA, como por exemplo o pgadmin3.


Bom uso !

Sexta-feira, Março 20, 2009

Foi dada a largada ! FISL 10 !

"Damos a largada para este nosso décimo aniversário num cenário global de crise econômica e de fortes ataques que as liberdades na Internet vem enfrentando em todo mundo. E é justamente por isso que o fisl se faz ainda mais importante. Nunca o software livre, e as novas formas de relacionamentos sociais, inauguradas pela nossa comunidade em escala global, foram tão importantes para a superação da crise de um velho modelo. Nunca a luta por democracia e liberdades foram tão importantes e atuais para a garantia de um desenvolvimento sustentável e um futuro melhor para o nosso país como hoje. Todos estes elementos estiveram e estarão presentes neste nosso décimo aniversário.
(...)
No fisl você encontrará os maiores inovadores tecnológicos da Internet brasileira, fará contato com as novas formas de relacionamentos das redes sociais da Internet e com os novos e exitosos modelos de negócios da sociedade em rede.
(...)
Declaramos aberto oficialmente o processo de construção do FISL 10."

Conteúdo deste post foi retirado, integralmente, do site oficial.

Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

Algum estagiário fez merda...

Fala pessoal,

Já fazia algum (muito) tempo que não escrevia aqui. O motivo não foi falta do que falar mas, tempo para me dedicar para tal.
Para comemorar o primeiro post, o seu conteúdo tinha que ser bem interessante e, por sorte, parece que ele caiu dos céus...

Todo final de período a maioria dos acadêmicos repetem uma tarefa que, ao meu ver, é quase um ritual: atualizar seus dados nos sistemas acadêmicos. Assim como todo sistema acadêmico, sabemos que, quando mais precisamos, eles simplesmente não funcionam. Além disso enfrentamos suas lentidões, suas interfaces desorientadoras e seus bugs de estimação. Para não quebrar a corrente, o Sistema Curriculos Lattes, da CNPq, não poderia ser diferente.

Recentemente fui atualizar meus dados de estágio e produções científicas do meu Curriculo Lattes e, depois de perder alguns minutos (30min) colocando as novas informações, submeti a nova versão para aprovação. Alguns dias depois, ao verificar se o mesmo já tinha sido aprovado (isso mesmo, eles não avisam), me deparei com isso:


A não ser que minha mãe tenha mudado meu nome ou me enganado durante 22 anos, eu não me chamo José Neuman de Souza ?! Outra coisa, pouco me adianta avisar para as pessoas que eu graduando da UFRJ sem avisar o meu curso, assim como os nomes das formações complementares que fiz !?

Acredito que isso seja mais uma cagada feita por algum estagiário (assim como as muitas que faço/fiz). Espero que ele não tenha mexido nas chaves primárias de alguma tabela dos Bancos de Dados do CNPq... =P

Abraços.

Sábado, Novembro 15, 2008

Review do GNU/Linux Debian 5 (Lenny) rc1

Fala pessoal,

Hoje vim comentar sobre a nova versão da distribuição de GNU/Linux com a maior comunidade de desenvolvedores e contribuintes existentes. O projeto Debian é conhecido por buscar desenvolver uma distribuição universal, estável e confiável. Parece que eles conseguiram novamente.



Tive a oportunidade de testar o "release candidate" do GNU/Linux Debian 5, codinome Lenny (personagem do ToyStory). O Lenny conta com o novo instalador em modo gráfico, no entanto ainda permite você optar pelo instalador em modo texto. Outra grande novidade é o uso do kernel linux versão 2.6.26, com suporte a diversos positivos importantes antes não suportado, e o Iceweasel (versão genérica do Mozilla Firefox, mantida pelo projeto Debian) na versão 3.


Outro grande diferencial do Lenny é o tempo de boot. Fiquei realmente impressionado com a desenvoltura na hora da inicialização da minha máquina, que deixou para trás a maior parte das distribuições que testei até hoje. Isso se deve pela "limpeza" da distribuição, que evita a instalação de softwares desnecessários.

Para aqueles que buscam uma distribuição estável e confiável, e não se importa de abrir mão de utilizar as versões mais novas dos softwares em prol disso, o GNU/Linux Debian 5 me parece a melhor opção. Eu já estou usando em meu notebook...

Abraços,


Who's online